Quando se fala de qualidade em Tecnologia da Informação, logo se pensa em CMM, MPS ou algo do tipo. Esses padrões são, em geral, gerais.
De outra maneira e sem trocadilhos baratos os guias/padrões para a qualidade de software tratam de cuidar do nível gerencial. Tratam a qualidade de código como resultado de uma boa gerência.
Isso é errado? Se observamos da ótica “código bom é o código que funciona” (…) isso é certo!
Sugiro observamos a qualidade de software de maneira micro, pelas atividades. Para isso precisamos antes definir o que é qualidade de atividade de programação.

Aponto abaixo os itens básicos e necessários para a boa execução de atividade de programação, originárias das minhas experiências como programador. Estou deixando de lado itens como padrão de código, arquitetura, modularização dos componentes de software e sagacidade do programador. Se você teve outras experiências diferentes e queira colaborar ou questionar, sinta-se a vontade. Os itens básicos e necessários para a boa execução de uma tarefa são:
- Documentação: Clareza na definição do que deve ser feito e atalhos para os recursos/informações necessários para a execução da tarefa.
- Prazo: Compatível com o parecer técnico e sano do programador.
Nessa visão qualidade de atividade de programação é “código que funciona e no prazo!”. Ou seja, se os itens necessários não forem cumpridos, não consigo executar uma atividade de programação com qualidade.
Mas como faço pra saber se executei uma tarefa com qualidade? Faço a análise com quatro perguntinhas básicas. Se atente às palavras “inicialmente”, “realmente” e “fácil”, não as ignore. As perguntas são:
- Eu realmente terminei a tarefa?
- O que eu fiz é exatamente o que eu entendi que deveria ser feito inicialmente?
- Os recursos/informações que precisei foram de fácil acesso?
- Realizei a tarefa no prazo inicialmente determinado?
Não existe resposta certa para as questões. Por exemplo, um “não” como resposta para a segunda pergunta deve nos instigar a entender o que ocasionou a falha no entendimento do objetivo da tarefa. E como Caetano já dizia a culpa para os “nãos” respondidos pode ser minha, ou não.
Não dê pipoca aos programadores!
Dê documentação e prazo!